Guia Macaé

Tudo Sobre a Cidade Macaé

De Princesinha do Atlântico à Capital Nacional do Petróleo 
A cidade de Macaé, no norte do estado do Rio de Janeiro, é conhecida como "Princesinha do Atlântico" e, internacionalmente, como a “Capital do Petróleo”. 

Carinhosamente apelidada de “Princesinha do Atlântico”, pelos seus 23 quilômetros de litoral, Macaé tem uma área total de 1.216 quilômetros quadrados, correspondentes a 12,5% da área da Região Norte Fluminense. O município é dividido em seis distritos - Sede, Cachoeiros de Macaé, Córrego do Ouro, Glicério, Frade e Sana.

Descoberta ao acaso e sem importância econômica ou social, Macaé começou a ser povoada no século XVII a pedido do governador geral do Brasil para evitar os contrabandistas que cobiçavam o pau-brasil. O início da colonização aconteceu com a chegada de 200 índios Tamoios na cidade. 

Aos poucos, atraídos pela beleza primitiva da paisagem dominada pelo fantástico pico do Frade e por imensas praias e lagoas, os forasteiros começaram a ocupar Macaé e a extrair as riquezas que a rica terra produzia: o pau-brasil, o gado e, futuramente, o petróleo – o ouro negro que substituiria o ouro branco da cana-de-açúcar, até então a maior riqueza de todo aquele pedaço do território fluminense. 

No início da década de 1970, Macaé vive um novo momento econômico a partir da descoberta do petróleo na Bacia de Campos, plataforma continental brasileira. Esse fenômeno trouxe um grande impulso à economia local sendo foco de interesse da Petrobras que se instalou no município fazendo de Macaé uma das cidades que mais contribuem na geração de riquezas do Estado do Rio de Janeiro. 

Desta forma, Macaé se impulsiona internacionalmente e faz com que o Brasil consiga se tornar independente na questão do consumo de combustíveis e o coloca como um dos mais avançados na tecnologia de prospecção em águas profundas e a cidade se transforma na principal responsável pela extração de petróleo no país.

A cidade passou por um boom industrial no setor petrolífero, principalmente a partir da quebra do monopólio do petróleo no segmento E&P pela lei 9.478, de 6 de agosto de 1997. Esta expansão culminou no crescimento demográfico da cidade fazendo a população chegar a 217.951 mil habitantes, segundo os dados do IBGE 2012. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita ultrapassa os R$ 50 mil. Por conta deste cenário, 10% da sua população são de estrangeiros, além de receber a cada dois anos a Feira Brasil Offshore, terceiro maior evento do setor no mundo.

Apesar do nome “Bacia de Campos”, é em Macaé que se situam as instalações da Petrobras e as empresas do setor offshore, que até o ano de 2011, somavam em 276 indústrias. Da bacia são extraídos 80% do petróleo brasileiro e 47% da produção de gás natural do país, motivo este que levou a mídia e especialistas a conferir à Macaé o título de “Capital Nacional do Petróleo”. 

Nos últimos dez anos, Macaé cresceu economicamente 600% o que revela uma constante evolução da cidade. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2008, Macaé foi considerada a nona melhor cidade do Brasil para trabalhar e, segundo o Atlas do Mercado Brasileiro, foi avaliada como a cidade mais dinâmica do Estado do Rio de Janeiro e a segunda do país. Os critérios da pesquisa dos municípios compreendem investimentos sociais em saúde, educação, habitação, ciência e tecnologia e a capacidade de compra.

Nossas praias

Macaé tem um litoral de 23 km de extensão, formado por diversas praias com inúmeras atividades a serem exploradas. 

Praia dos Cavaleiros
Com cerca de 1.500 metros de extensão, abriga os principais bares e restaurantes. A variedade gastronômica atrai turistas e moradores, principalmente à noite, quando a orla passa a ser o principal point da cidade.

Praia do Pecado 
É ideal para prática de surf e bodyboard. O local já abrigou campeonatos profissionais das modalidades e atrai surfistas do mundo inteiro. Quem nunca subiu em uma prancha também pode se arriscar, já que professores locais oferecem aulas particulares para quem deseja aprender o esporte.

Praia Campista

Praia de mar aberto e agitado, muito utilizada para a pesca. Fica entre a Prainha (Farol) e a Praia dos Cavaleiros. Atualmente o colorido das pipas de kitesurf e o radicalismo das manobras atraem fotógrafos e turistas.

Praia da Barra de Macaé

Com extensão aproximada de dois quilômetros, a Praia da Barra apresenta constante variação de cores, transparências e temperatura, isso porque recebe toda a água das nascentes do Rio Macaé, que desce da região serrana para se encontrar com o mar. 

Praia São José do Barreto

É o prolongamento da Praia da Barra de Macaé, praia de mar aberto, utilizada para pesca. Seguindo sua orla é possível observar mulheres que consertam suas redes de pesca à beira da praia. 

Praia do Farol

Esta praia tem 500 metros de extensão, águas mornas, transparentes, e areias grossas, com tonalidade amarelada. Está localizada próxima a uma encosta rochosa onde estão as ruínas do velho Farolito. Tartarugas são sempre vistas na praia.

Praia do Forte

Com apenas 180 metros de extensão, está bem próxima ao Forte Marechal Hermes. Construído no início do século XX, um dos patrimônios históricos mais importantes da cidade. Situada entre a Ponta do Forte e a Foz do Rio Macaé. 

Praia da Imbetiba

Com águas calmas, nas décadas de 70 e 80, a Praia de Imbetiba era o point da juventude, que se reunia no Bar e Restaurante 860, no Redondo, Varandão, Mocambo, Pub, e no fim da noite, no Trailler do Demerval a turma se deliciava com o sanduíche, que marcou toda uma geração: o “Bistrot”. Hoje, situada perto da sede da Petrobras, é usada para a prática de exercícios físicos, como caminhada e futebol de areia.


Arquipélago de Sant´Anna

Um dos principais santuários ecológicos de Macaé, fica a 8km da costa, sendo formada pelas Ilhas do Francês, Sant´Anna, Ilhote Sul e Ilha Ponta das Cavalas. Destaca-se o agrupamento de rochedos concentrados próximo à Ilha do Francês. É local de desova da várias espécies de aves marinhas, principalmente gaivotas. Possui duas extensões de praia, com águas transparentes e areias claras.

Lagoa de Imboassica

Limite natural entre os municípios de Macaé e Rio das Ostras, estando a 11,5km do centro da cidade. Estreita faixa de areia a separa do oceano, que em determinada época do ano se juntam dando um belo espetáculo, além de ser um atrativo para os surfistas que aproveitam para a prática do esporte.
Apesar de tranquila, recebe bons ventos para a prática de kitesurf e de outros esportes náuticos, desde que não tenha motor. A Lagoa é um recanto excelente para caminhadas, passeios de bicicleta, patins e skates. É o ponto da cidade mais frequentado por turistas e moradores que apreciam um belo pôr-do-sol.

Turismo de Negócios

O turismo de negócios já está consolidado na cidade, que recebe empresários e trabalhadores da indústria offshore todos os dias. Macaé tem hoje o maior parque hoteleiro do interior do estado, com cerca de quatro mil leitos, distribuídos em aproximadamente 100 hotéis e pousadas. O turismo de negócios, setor que cresce de 6% a 9% ao ano, corresponde a 71% do setor e a 10% do PIB do município. 

Por Macaé possuir um amplo polo gastronômico, para aquecer ainda mais o setor turístico, em 2008, um grupo de empresários e comerciantes de Macaé criou a Associação Empresarial e Turística de Macaé, nomeada por Macaé Convention Visitors Bureau (Macaé CVB). 

O Macaé CVB contabiliza iniciativas para o desenvolvimento do turismo de lazer e de negócios na cidade. Entre elas estão: o guia oficial do turismo local, a criação do Polo Gastronômico da Praia dos Cavaleiros e de eventos que hoje fazem parte do calendário oficial da cidade, como o Festival Macaé de Cultura e Gastronomia e a Feira Internacional de Artesanato (INTERART/Macaé).

A infraestrutura existente no município, como o Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho (Macaé Centro), a Rede de Hotelaria e Gastronomia, o Aeroporto com voos regulares, a ligação rodoviária entre as principais cidades da região sudeste do País são alguns fatores que ajudam a impulsionar o turismo em Macaé.

O Macaé Centro, a cada dois anos, sedia a terceira maior feira offshore do mundo, a Brasil Offshore Feira e Conferência Internacional da Indústria de Petróleo e Gás. O evento é realizado em Macaé por ser base das operações e responsável por mais de 80% da exploração Offshore do Brasil. O evento atraiu em 2013, uma visitação superior de 51.000 profissionais e 700 expositores, sendo 155 internacionais.

A cidade recebe eventos nacionais e também internacionais. Macaé é uma das quatro cidades do Rio de Janeiro pré-selecionadas pelo Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 como potenciais candidatas a servir como Centro de Treinamento de Seleções, antes e durante a competição.

Rede Hoteleira

De acordo com o Convention Visitors Bureau, Macaé possui 84 hotéis e pousadas na cidade e na serra. São 4.100 quartos com excelentes recursos de conforto e de interatividade eletrônica, a maioria dos quartos é de hotéis de rede nacional e internacional. 

A rede conta com cerca de dez mil leitos para hospedagem. Os grandes hotéis se concentram nas orlas das praias dos Cavaleiros, Campista e Imbetiba. A taxa de ocupação media supera 80% durante todas as semanas do ano, atingindo 100% de segunda a quinta-feira. 

O motor que impulsiona estes números é a cadeia produtiva de petróleo e gás, além de setores como a energia termoelétrica, construção civil e comércio de bens e serviços. Encontram-se em construção e em fase de licença mais cinco novos hotéis, que juntos irão ofertar cerca de 500 novos quartos, ampliando consideravelmente a rede atual, com prazo de entrega até o final de 2014.

História de Macaé

Descobertas de sambaquis na Praia de Imbetiba comprovam que a região já era povoada por indígenas há milhares de anos atrás. Quando os primeiros colonos de origem europeia chegaram ao local, no século XVI, encontraram duas tribos rivais: os tamoios e os goitacás.

As terras do atual município faziam parte da Capitania de São Tomé, indo do Rio Itabapoana ao Rio Macaé e foi batizada de "Macahé".

Seu povoamento de origem europeia iniciou-se em 1614, quando Portugal se encontrava sob o domínio da Espanha. Para evitar invasões de inimigos, criou-se uma aldeia de índios catequizados.

Os primeiros registros dos jesuítas em Macaé datam de 1634. No princípio, foi fundada, à margem do rio Macaé e próxima ao Morro de Sant'Ana, uma fazenda agropecuária, que, no correr dos anos, ficou conhecida como "Fazenda de Macahé".

Na base do morro, entre este e o rio, levantou-se um engenho de açúcar com todas as dependências e lavouras necessárias. Além do açúcar, produziam farinha de mandioca em quantidade e extraíam madeira para construções navais e edificações. No alto do morro, foram construídos um colégio, uma capela e um pequeno cemitério, o qual guarda, até hoje, os restos mortais de alguns jesuítas. Em 1759, a fazenda foi incorporada aos bens da coroa portuguesa pelo desembargador João Cardoso de Menezes. Nesta ocasião, os jesuítas foram expulsos do Brasil, imposição feita pelo Marquês de Pombal.

Em 1813, foi elevado a município e, em 1846, a Vila de Macaé passou à condição de cidade. Como a produção açucareira e cafeeira se expandiram muito e o Porto de São João da Barra não estava mais dando conta do movimento, iniciou-se, então, em 1844, a construção do Canal Campos-Macaé, com 109 km.

No dia 11 de abril de 1832 o famoso naturalista inglês Charles Robert Darwin, após meses de viagem a bordo do navio Beagle, vindo com seus auxiliares da região dos lagos a cavalo e após passar por barra de São João (Distrito de Casimiro de Abreu) se sentiu mal e, ao chegar a Macaé, devido à forte exaustão, desmaiou, sendo levado à localidade situada a três quilômetros ao sul da entrada do Rio Macaé (Praia de Imbetiba, onde hoje existe a Base da Petrobras). Neste lugar, Darwin pernoitou em um estabelecimento comercial chamado "Venda do Mato" e, no dia seguinte, foi para a "Fazenda do Socego", de propriedade de Manoel Figueiredo, cuja filha era casada com um escocês chamado Lawrie, que Darwin conhecera no Rio de Janeiro. Nesta fazenda, hoje parte do município de Conceição de Macabu, Darwin coletou insetos e répteis que foram catalogados e incorporados a sua famosa coleção e que serviram de base para sua mais notável publicação, "A Origem das Espécies" (On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life) publicada em 1859[9].

1873 Criação da Sociedade Musical Nova Aurora.

Em 1875, foi construída a Cia. Estrada de Ferro Macahé-Campos.

A via férrea trouxe novo impulso e, mais tarde, os trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina.

A partir de 1974, com a descoberta de petróleo na Bacia de Campos, o município, que permanecia rural, começou a sofrer profundas mudanças em sua economia e cultura, recebendo grande quantidade de pessoas de várias partes do país e do mundo, a fim de atender a crescente demanda desta cidade por mão de obra especializada, até hoje ainda não suprida totalmente, tornando os salários oferecidos na cidade bem atraentes.

Apesar de receber grande quantidade de mão de obra especializada, também é grande a quantidade de pessoas não especializadas que procuram a cidade em busca da promessa de emprego, nem sempre atendida pelo exigente mercado de trabalho. Muitas destas pessoas acabam ficando na cidade, e sem conseguir o tão sonhado emprego, acabam populando cada vez mais as favelas da cidade, que aumentam assustadoramente a cada dia. A inaptidão governamental, ou falta de uma política pública para criação de moradias populares, reformar o sistema de transporte público, garantir saneamento básico assim como reforçar a segurança na cidade, também colabora para a falta de qualidade de vida da maior parte da população Macaense.

Fotos de Macaé Antiga

Confira Aqui Algumas Fotos de Macaé Antiga

Tênis Clube

Tênis Clube

Av. Rui Barbosa

Av. Rui Barbosa (antiga Rua Boa Vista)

Praia de Imbetiba

Praia de Imbetiba

Rua da Praia

Rua da Praia (Av. Presidente Sodré)

Praia de Imbetiba

Praia de Imbetiba

Fonte: Prefeitura de Macaé | Wikipédia
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